Tecnologia

Pesquisa da Unicamp classifica e bloqueia 97% de pornografia na internet

Por Alexandre Aranha

Pesquisadores do Instituto de Computação (IC) da Unicamp desenvolveram em parceria com a Samsung um mecanismo para classificar e bloquear em até 97% do conteúdo pornográfico existente na internet.
Segundo uma das pesquisadoras do projeto, a Profa. Dra. Sandra Avila, a Samsung procurou o IC no ano de 2012 com o intuito de criarem uma solução para bloquear conteúdos impróprios para crianças nos aparelhos da empresa e limitar o acesso a menores de idade.
A professora contou que o coordenador principal da pesquisa é o Professor Anderson Rocha, também do IC da Unicamp, que está em uma temporada fora do Brasil. Além de pesquisadores e programadores do IC, uma pesquisadora da Samsung compôs o grupo de profissionais a frente do projeto.

Professora Sandra Avila, uma das responsáveis pela pesquisa (Foto: Alexandre Aranha)

No começo de 2016 os resultados esperados pela Samsung foram atingidos e a parceria chegou ao fim. Porém o grupo de pesquisadores do IC continuou pesquisando formas para aumentar o índice de êxito no projeto. Ainda em 2015 o grupo começou a desenvolver a ideia junto com a Polícia Federal em adaptar esse reconhecimento de conteúdos impróprios para a identificação de pedofilia na internet.
Com isso, começaram a desenvolver uma maneira de classificar conteúdos pornográficos e violentos, e bloquear conteúdos que contenham pedofilia. Os principais desafios, segundo Sandra foram identificar o que poderia ser considerado nudez e o que seria algo violento.
“Compramos alguns softwares que fazem um trabalho de bloqueio a este tipo de conteúdo sensível, o problema é que eles trabalham com a identificação de pele para bloquear. Por exemplo: se há uma mulher amamentando uma criança, o sistema detecta como pornografia, pois o seio da mulher está a mostra. Nosso trabalho foi demonstrar que este tipo de imagem não é pornografia”.

A classificação de cenas violentas foi minuciosa (Foto: Alexandre Aranha)

Mesmo com tanta dificuldade a taxa de identificação de conteúdo sensíveis chega a 97% de êxito, ou seja, quando uma imagem relacionada a pornografia chega ao seu celular ou computador, ela é automaticamente bloqueada pelo software. No caso da violência a taxa cai para 80% por conta da dificuldade em definir o que é violência e o que não é.

Ela ainda completa, “o conteúdo relacionado a violência é muito amplo, porque tivemos que analisar não só agressões físicas, por exemplo. Um acidente de carro por ser algo violento também, principalmente se tiver vítimas fatais, isso também é considerado uma imagem violenta, então para desenvolver um software que classifique e bloqueie isso é bem mais trabalhoso”.
Sandra explicou também que o fato do conteúdo violento ser bem abrangente, o corpo de pesquisadores optou em desenvolver a solução apenas para a imagem e não para o áudio, por isso ainda não há um recurso tecnológico de bloqueio a violência verbal.

Editado por Raissa Acácio


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